Você sabe o que é um seguro?

Por Rodrigo Chiodi
Um seguro é um contrato que você faz com uma seguradora, que garante uma proteção contra imprevistos – sejam perdas ou prejuízos financeiros.

Na prática, o seguro funciona de maneira simples: você contrata um seguro, por meio de um corretor, para proteger seu carro, casa, celular, computador ou outro bem que tenha valor material e importância para você. O mesmo princípio vale para o seguro de vida, que prevê uma indenização para a sua família em caso de morte.

O exemplo mais comum de seguro é o de carro. Você protege o seu veículo contra acidentes, furto ou roubo, por exemplo. Então, no momento em que contrata uma apólice como essa, você define alguns itens:
  • Cobertura: aqui você escolhe quais coberturas deseja e o quanto gostaria de ter como capital segurado, ou seja, qual o valor máximo de indenização que receberá caso seja necessário acionar o seguro. Por exemplo, se o seu carro vale R$ 50.000,00, esse será o valor máximo que você receberá caso o carro seja furtado, roubado ou dê perda total em um acidente. Além dessa cobertura, você poderia optar também por uma outra, contra terceiros ou de assistências 24h. 
  • Proposta: formulário contendo um questionário detalhado que deve ser preenchido pelo segurado antes de contratar o seguro. A proposta é a base do contrato de um seguro.
  • Condições Gerais do Seguro: esse documento é a base do contrato de seguro, onde estão definidos, por meio de cláusulas, os riscos cobertos, os riscos excluídos da cobertura e todos os direitos e obrigações do segurado e do segurador.
  • Prêmio: é o valor que você paga para contratar o seguro.
  • Franquia: é o valor que você paga caso precise usar o seguro. 
  • Apólice ou Certificado: é o documento emitido pela seguradora confirmando que o seguro está válido por um determinado período de tempo. Na apólice, constam todas as informações do seguro.
Essas são informações básicas que você precisa saber quando está contratando um seguro. O que vai mudar em cada caso são as regras definidas na apólice.

Por exemplo, um seguro que protege a sua casa contra incêndio terá regras específicas e diferentes de um seguro que você faz contra roubo para o seu celular. Ou um seguro que você faz contra vazamento de água no seu apartamento, também tem regras e condições diferentes de um seguro de vida, que você contrata para proteger você e sua família.

Portanto, é muito importante ler todas as Condições Gerais do seguro que está contratando. 

Mais de 200 anos de história

Os seguros existem porque as pessoas não querem correr o risco de perder coisas que têm valor, mesmo sabendo que, na maioria das vezes, existe uma possibilidade pequena de alguma coisa ruim acontecer.

Por exemplo, a chance de a sua casa pegar fogo é pequena. Mas se um incêndio acontecer, o prejuízo é enorme e lá se vão anos de economia ou investimento. Então, vale a pena contratar um seguro. Como diz o ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”.

É justamente porque as pessoas têm medo do inesperado que o mercado de seguros no Brasil é gigantesco. Segundo uma reportagem do UOL, os seguros movimentaram R$ 270 bilhões em 2019 — sem considerar saúde suplementar e DPVAT.

E ainda há muito o que crescer! Estima-se que apenas 30% da frota de veículos possuem seguro e que 13% das residências estão protegidas contra imprevistos.

Segundo o site Finance One, a primeira empresa de seguros no Brasil, chamada “Companhia de Seguros Boa Fé”, começou a operar em fevereiro de 1808. Em 1850, a primeira lei foi criada no país para regulamentar a atividade. Era o Código Comercial Brasileiro, datado de 25 de junho daquele ano. Em 1895, uma nova lei foi promulgada para proteger as empresas brasileiras das concorrentes estrangeiras.

Portanto, se você pensa em fazer um seguro, saiba que isso é mais antigo do que você imagina. Já tem gente fazendo isso há pelo menos dois séculos pelo Brasil afora.

E toda essa história se reflete nos dias de hoje, onde os seguros estão sendo adaptados para atender o que mais importa para você e sua família.